TRINA QUIÑONES E SEU NOVO LIVRO - LA FUGITIVA
20-07-1993
Trina Quiñones nasceu na Venezuela (1950). Advogada, poeta, tradutora.
Publicou 6 poemarios traduzidos ao inglês, português e russo; entre eles, Mutación ( de cómo la cautiva escapó del espejo), Nairobi 1991.
Trina anda entusiasmada com seu projeto literário, com a perspectiva da publicação de seu novo livro de poesias —
De na calçada de cimento do caminho da Chácara Irecê — pela gráfica Thesaurus, do nosso amigo Victor Alegria, em Brasília.
Telefonou em estado de êxtase. Convenceram a um apresentador de programa de rádio do Distrito Federal a dedicar espaço à poesia, à exemplo do ”Especialíssimo”, de Napoleón Bravo, na Radio Capital (de Caracas), dedicando aos seus poemas [de Antonio Miranda].
Na “tertúlia” que organizamos aqui na Chácara Irecê, há duas semanas atrás, em que eu apresentara uma fita gravada do “Especialíssimo” com versos de meu livro
“De Creencias y Vivencias”, com músicas de Arturo Schubert, cujas canções compusemos juntos especialmente... A voz do compositor e a de Cristina Araujo (a la Joan Baez), com as declamações dramáticas de dois atores, sob a direçãode Ibrahim Guerra.
Isso foi há 22 anos atrás, mas a mensagem e o estilo continuam muito vigentes.
Trina queria uma cópia do programa para servir como modelo e anunciou que um amigo dela já se dera ao encargo de musicalizar alguns de seus poemas. Queria que os ouvíssemos hoje de noite, no Bar Macambira, na quadra 706 sul, onde se reúnem os escritores e poetas. Recusei-me cordialmente ao convite, alegando ter que vir à chácara bucar a fita. Ficamos de ver-nos amanhã, na Cultura Hispânica.
Falou também do projeto de uma coletânea de poetas de Brasília, em que eu deveria participar com poemas inéditos.
Lembrei-me dos originais do livro “Circunstâncias” (título provisório), que eu ia publicar em 1984, mas que desistira.
Aos quais agreguei mais uma meia dúzia de textos poéticos nos anos seguintes, muito pouco para quem, na juventude, já se considerava um poeta....
De novidade só mesmo a prosa poética “Da perspectiva do Corpo”, do ano passado. Ocorreram-me ideias para mais alguns textos, para completá-lo, mas não tenho dado asas à concepção. Algum dia haverá de ser.
É incrível o círculo em que Trina se move. Uma espécie de “farândula literária”, pouco comum nos dias de hoje.
Quis fazer algo pelo estilo aqui na chácara. Meu amigo Fernando Mendes Vianna prontificou-se a recrutar poetas e músicos, mas adiei o projeto. Algum dia será.
Quando então os poetas terão a oportunidade de escrever seus versos em cimento nas alamedas do Jardim-Labirinto na Chácara Irecê.
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